Rogério Ceni destaca Diego Alves no título do Flamengo: "Devolve muito o esforço feito para ele ficar"

Por Redação do ge — Rio de Janeiro

 


Os melhores momentos de Flamengo 2 (6) x (5) 2 Palmeiras, pela Supercopa do Brasil 2021
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Os melhores momentos de Flamengo 2 (6) x (5) 2 Palmeiras, pela Supercopa do Brasil 2021

De ex-goleiro para goleiro, Rogério Ceni fez questão de destacar a importância de Diego Alves na conquista da Supercopa do Brasil. O técnico do Flamengo exaltou a experiência de seu comandado e lembrou a difícil renovação de contrato do goleiro, que em dezembro do ano passado ficou perto de deixar o clube.

- Fico feliz por alguns motivos. O primeiro deles é que em dezembro o Diego estava para sair do Flamengo. Eu sei o valor da experiência de um goleiro aos 35 anos, o que ele pode acrescentar não só com defesas, mas no dia a dia, com diálogo, comunicação - disse Rogério Ceni, em entrevista coletiva.

- Eu acho que ele devolve muito à torcida, à nação rubro-negra, o esforço feito para ele ficar. Nos pênaltis, é mais fácil estar no gol do que como treinador. É 100% mérito dele. É muito da percepção, muito intuitivo para o goleiro. Ele acreditou até o fim. Dois pênaltis abaixo, faltando duas cobranças, é muito difícil reverter. Só mostra o grande goleiro que ele é e o acerto que tivemos ao mantê-lo por mais um ano.

Flamengo levanta a taça da Supercopa 2021 — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Flamengo levanta a taça da Supercopa 2021 — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Ceni também ressaltou o equilíbrio da partida contra o Palmeiras e fez elogios ao adversário. Mas reservou um momento para enaltercer o elenco do Flamengo, especialmente os jogadores mais experientes.

- Sou um cara muito feliz, porque os caras que trabalham comigo não lideram apenas pelas palavras, mas pelo exemplo. Eu acho que essa geração de jogadores mais experientes mostra que ainda tem fome de vencer. É o que falo para eles. Principalmente os mais experientes. Filipe Luis, Diegos, Everton, Arão... Não deixem essa oportunidade passar, construir essa era vencedora.

Confira outras respostas do treinador:

Sentimento após a conquista

- Eu me sinto muito feliz. Ser campeão brasileiro em fevereiro... Estamos em abril e podemos comemorar outro título, tendo em vista o tamanho do nosso rival, que valoriza ainda mais a nossa conquista. Os dois times que mais venceram no Brasil no ano passado. Começamos com mais um grande jogo, o horário talvez prejudique um pouco o desempenho das equipes, mas é um jogo que fica marcado como especial. O quarto título nacional dessa era do Flamengo, e o meu segundo no clube.

Merecimento do título

- Mérito não é em si do jogo, mas o planejamento que fizemos para estar aqui neste momento. No começo muitos questionaram a gente não estar presente na beira do campo. Não tivemos o mesmo teste que o Palmeiras teve (contra o Defensa y Justicia, pela Recopa Sul-Americana), mas conseguimos dar alguns dias de folga e trabalhar durante duas semanas. Muitas sessões que ajudaram o time a chegar numa condição física boa para tenta igualar o Palmeiras e sair vencedor. Além da qualidade do grupo, notamos que todos têm prazer de estar juntos todos os dias. É um clube em que a camisa pesa muito. Nas decisões ela falta alto sempre.

Rogério Ceni, técnico do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Rogério Ceni, técnico do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Estratégia no jogo

- Ele (Abel Ferreira, técnicio do Palmeiras) adotou um jogo mais faltoso. Fez com que diminuísse o ritmo do Flamengo. Temos sempre bom toque de bola, envolvente. Um gramado mais seco do que costumeiramente jogamos. Bateram bastante. Faltas nem sempre tão violentas, mas que pararam muito o jogo. Talvez se adotássemos essa estratégia no segundo tempo poderíamos ter diminuído o ritmo do jogo.

- No segundo tempo, o time foi começando a cansar um pouquinho. Não tínhamos tido o teste que o Palmeiras teve na quarta, acho que isso pesou um pouco. No fim, com as trocas, se o time não fez um jogo brilhante, reconheço que foi abaixo do que fizemos no Carioca, mas nos últimos cinco, 10 minutos, se fosse para existir um vencedor, seria o Flamengo. Mas realmente tivemos um pedaço do segundo tempo em que jogamos abaixo do que vínhamos jogando.

Atuação de Diego Alves

- Fico feliz por alguns motivos. O primeiro deles é que em dezembro o Diego estava para sair do Flamengo. Eu sei o valor da experiência de um goleiro aos 35 anos, o que ele pode acrescentar não só com defesas, mas no dia a dia, com diálogo, comunicação. GLOBO ESPORTE

Categoria:PARAÍBA

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